RITA SINEIRO Nasci no Porto, numa noite de lua cheia de um ano do Dragão. Cresci com uma fita muito azul no cabelo e os olhos ancorados no mar. Desde muito pequenina que falo mais do que é preciso e as mãos estão sempre a cair-me para as ancas (sobretudo quando leio as notícias). Dizem-me que sou muito do lugar de onde vim, e para mim isso é um elogio. Quando era menina, os adultos mandavam-me para os livros para descansarem de mim e eu percebi logo aí que os livros eram o melhor lugar para eu descansar deles. Funciona até hoje. Ser escritora era a minha brincadeira preferida. Ainda é, na verdade, mas agora brinco mais a sério. Acredito com o meu coração inteiro que o meu lugar no mundo é escrever e contar histórias; não saberia ser de mais lugar nenhum. Segundo dizem, estou a passar por uma fase mais rebelde, assim mais ou menos desde que nasci. E eu cá acho que deve ser por isso que nos meus sonhos mais secretos eu sou também uma revolucionária. LAIA DOMÈNECH Vivo e trabalho em frente ao mar, na praia onde cresci. Aos domingos de manhã, observo a gente que passeia, uns em direção ao porto e outros em direção ao rio. Nas tardes de inverno, vejo passar os barcos seguidos de nuvens de gaivotas. De madrugada, quando ainda misturo cores, não vejo o mar, mas posso senti-lo. Quando contemplo o mar, lembro-me do meu pai, que sabia dizer de onde soprava o vento. De pequenina já olhava para o mar e sonhava não me lembro bem com quê. Agora olho para o mar e penso nas crianças, sozinhas ou acompanhadas, que o atravessam, mortas de medo e com os pés molhados. Diante do mar ilustrei esta história, tão dura e ao mesmo tempo tão cheia de ternura.
O campo para onde nos trouxeram é como uma grande cidade de tendas. Tudo fica longe, há sempre muita gente pelo meio e nada se faz sem esperar numa longa fila. O pai não sabe, mas o que eu sonho mesmo, mesmo, é com uma fila que nos leve de volta para casa. Um conto sobre a crise dos refugiados através dos olhos de um menino fechado num campo de acolhimento. Inspirado no pequeno Alan, que apareceu afogado numa praia da Turquia.
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Da: Biblios, Frankfurt am main, HESSE, Germania
Condizione: New. Domènech, Laia (illustratore). 36 p??ginas sin numerar, ilustraciones color. Codice articolo 18397789420
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Da: Majestic Books, Hounslow, Regno Unito
Condizione: New. Domènech, Laia (illustratore). 36 p??ginas sin numerar, ilustraciones color. Codice articolo 398620473
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Da: Books Puddle, New York, NY, U.S.A.
Condizione: New. Domènech, Laia (illustratore). 36 p??ginas sin numerar, ilustraciones color Primera edi????o: fevereiro de 2022. Codice articolo 26397789414
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Da: Imosver, PONTECALDELAS, PO, Spagna
Condizione: Nuevo. Domènech, Laia (illustratore). O campo para onde nos trouxeram é como uma grande cidade de tendas.Tudo fica longe, há sempre muita gente pelo meio e nada se faz sem esperar numa longa fila.O pai não sabe, mas o que eu sonho mesmo, mesmo,é com uma fila que nos leve de volta para casa." Um conto sobre a crise dos refugiados vista pelos olhos de um menino fechado num campo de acolhimento. Inspirado no pequeno Alan, que apareceu afogado numa praia da Turquia.As ilustrações, em tons pastel, destacam-se pela sua grande beleza e pela contenção cromática e formal.Um álbum emotivo, profundo e terno, com toques de humor e com um final comovente que nos ajuda a ver a crise dos refugiados a partir de dentro, com empatia. Codice articolo 0010326314
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Da: Librerias Prometeo y Proteo, Malaga, MA, Spagna
Cartoné. Condizione: New. Condizione sovraccoperta: Nuevo. DOMÉNECH, LAIA (illustratore). 01. O campo para onde nos trouxeram é como uma grande cidade de tendas. Tudo fica longe, há sempre muita gente pelo meio e nada se faz sem esperar numa longa fila. . O pai não sabe, mas o que eu sonho mesmo, mesmo, é com uma fila que nos leve de volta para casa. . Um conto sobre a crise dos refugiados através dos olhos de um menino fechado num campo de acolhimento. Inspirado no pequeno Alan, que apareceu afogado numa praia da Turquia. LIBRO. Codice articolo 3198158
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