Editore: Editora, 2019
ISBN 10: 8559860177 ISBN 13: 9788559860177
Da: a Livraria + Mondolibro, Berlin, Germania
EUR 23,99
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Aggiungi al carrelloSoftcover. Condizione: Neu. Um jogo de tarot: o louco, o mago, o diabo. Um sujeito fragmentado, afinado com o espírito do nosso tempo nossa velocidade, nossa inexatidão busca por autoconhecimento e elevação espiritual. Esta é a narrativa desse livro de Caco Pontes, o quarto do poeta. Divido em três blocos, ele avança em um percurso alucinado, onde a poesia é lugar de investigação do espírito; e a palavra, instrumento de conexão com a ancestralidade. Destaca-se um duplo diálogo com a tradição literária: por um lado, devolve-se à poesia seu poder de encantamento. Retoma-se certo aspecto ritualístico da oração. (Vale lembrar a dupla valência da palavra: oração, no latim oratio: discurso, linguagem, prece). E o posfácio de Mariana Perna lê com felicidade essas orações ao evocar as poéticas de Hilda Hilst, Allan Ginsberg e Octávio Paz, que também pensaram a poesia na chave do mistério. Nossos bruxos da palavra. Por outro lado, é nítida a conversa com poetas do corpo e da devassidão recorrentes, mas, por vezes, marginalizados do nosso cânone: o uso de substâncias lisérgicas, a perambulação pela cidade bêbada e, ainda, a escolha por Claudio Willer para apresentar o livro, expoente recente dessa literatura brasileira. De certo modo, a comunhão e o mistério intrínsecos à palavra atravessam não só esse, mas todos os trabalhos de Caco. Atento à oralidade, de modo a não descolar voz e texto escrito, as performances que o poeta realiza há mais de década sempre revelaram esse estado anterior da linguagem. Não à toa, o leitor encontra em cada exemplar deste A ordem dos fatores ocultos um cartão de memória, no qual pode ouvir a performance desses poemas.
Lingua: Portoghese
Editore: Telaranha Editora e Livraria Ltda, Brasil, 2024
ISBN 10: 6585830083 ISBN 13: 9786585830089
Da: Livraria Ingá, Niterói, RJ, Brasile
EUR 52,28
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Aggiungi al carrellopaperback. Depois do início com o sucesso do compacto "Eu quero é botar meu bloco na rua" (1972), Sérgio Sampaio (1947-1994) lançou, em vida, apenas três discos e em cada um deles intensificou e deslocou alguns caminhos da canção brasileira, criando versos que se tornaram a própria atmosfera dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, uma abertura para fora deles. Melancolia, desbunde, elegância e uma concepção afiada de onde a canção vai e do que ela pode fazer com a gente e com o país. Alinhando Nelson Gonçalves e Torquato Neto, o poeta capixaba fez das tripas coração, e depois do coração tutano. Foi infiel aos gêneros musicais que experimentou e com os quais brincou. Não se deixou pautar pela indústria fonográfica da época. Pelo contrário, brigou com ela. Mas também brigou consigo mesmo. Parecia não caber no papel que tinham criado para ele, nem no papel que ele mesmo tinha criado para si. Não pôde mais gravar discos, continuou compondo, amando e andando e assim seguiu errático vivendo de pequenas apresentações até que não viveu mais. Dizem que fazia música à frente do tempo. Mas não. O que ele fez foi música do seu tempo, música tão boa que segue abrindo caminhos hoje. Sampaio sempre foi poeta, não só porque canções são poemas, mas porque o cantor-compositor mobilizou, como poucos, o corpo da poesia e do poeta como questão da canção. Este livro reúne muita gente boa que agora, por meio dos versos de livro, lê as canções do grande Sampaio, homenageando-as, mas principalmente fazendo delas uma questão para a poesia de hoje.