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Paese del venditore

  • Romão, Caetano

    Editore: Matéria Escura Editora Ltda

    ISBN 10: 6560000761 ISBN 13: 9786560000766

    Da: Livraria Ingá, Niterói, RJ, Brasile

    Valutazione del venditore 5 su 5 stelle 5 stelle, Maggiori informazioni sulle valutazioni dei venditori

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    EUR 52,43

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    paperback. Em uma cidade na zona rural, de terra vermelha e com uma figueira num descampado, dois irmãos agora órfãos enterram a mãe. Simão, o mais velho, é dado às marras e confusões e protege o caçula, mais sensível, das hostilidades alheias. O menor é gago e, embora não consiga pronunciar trava-línguas, narra o romance em capítulos curtos com seu pensamento "sem rebarba" e uma linguagem única, que situa Caetano Romão entre os grandes prosadores de sua geração. Um dos irmãos tem como amuleto o nome gravado no arroz, o outro não desgruda de seu baralho. Os dois têm casa, caminhonete, gato e um ao outro, pois, como afirma Andrea del Fuego na orelha do livro, "o afeto é um jeito de esquecer a terra que aguarda seus corpos". Eles estão unidos pelo ritmo do cotidiano e coreografam seus gestos, sombras e mistérios até que começam a escutar vozes vindas do ventre da terra, ininteligíveis e inexplicáveis, e a lógica da proteção se inverte. Simão começa a padecer de certo mal invisível, enquanto o caçula-protagonista se encarrega de curá-lo. Minucioso na limpeza e arrumação, o narrador é o responsável pelos cuidados da casa, por manter a ordem, a compreensão, a sagacidade diária. O que era fragilidade pouco viril torna-se triunfo. Mas o mundo dos sentidos explícitos não é o deste Escrevo seu nome no arroz. Romance de estreia de Caetano Romão, este livro é muito mais uma ode às linguagens, ou, como chamou Edimilson de Almeida Pereira, uma "alquimia ficcional". Por sua prosa poética e bem-humorada, somos levados para a oralidade dos recantos do país, engolfados em um solo fértil de sabedoria popular, superstições, encantos e horrores que pairam nos quintais. Seja pelas traquinagens dos gatos, pelas curas com banhos, xaropes, unguentos e fés não ditas, seja pelos personagens que pegam carona no alumbramento da paisagem, o livro nos povoa de feitiços: os da língua e os sobrenaturais.

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    paperback. SOBRE O LIVRO A antologia Homem com homem apresenta mais de 130 poemas de expoentes da poesia homoerótica brasileira publicados nos últimos 25 anos. Com organização de Ricardo Domeneck vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2024 , a obra convida 21 poetas nascidos entre 1968 a 2000 a publicar sua lírica. São eles: Renato Negrão (MG), Eleazar Carrias (PA), Ricardo Domeneck (SP), Rafael Mantovani (SP), Marcio Junqueira (BA), Régis Mikail (SP), Moisés Alves (BA), Ismar Tirelli Neto (RJ), Maykson Cardoso (MG), Otávio Campos (MG), Rafael Amorim (RJ), Matheus Guménin Barreto (MT), Thiago Gallego (RJ), Francisco Mallmann (PR), Marcos Samuel Costa (PA), Victor Squella (RJ), Leonam Cunha (RN), Eduardo Valmobida (SP), Caetano Romão (SP), Alan Cardoso da Silva (RJ) e Wallace Prado (PR). Os poemas, diversos em linguagem e estilo, exploram a homoafetividade masculina e conferem voz ao desejo em seus múltiplos matizes. Os textos são acompanhados por retratos, polaroides, ilustrações e assemblages dos fotógrafos Paul Mecky (Alemanha), Eugen Braeunig (Alemanha), Lucas Bihler (França), Nino Cais (Brasil) e Marcelo Amorim (Brasil), que, em uma narrativa paralela, ilustram a sensualidade desse universo de beleza, perigo, encantamento e transgressão. Mais três textos complementam a antologia: uma apresentação do organizador Ricardo Domeneck, um prefácio afetivo do escritor José Silvério Trevisan e um posfácio do pesquisador Guilherme de Assis, que destaca o homoerotismo como  uma experiência e uma vivência que atravessa o corpo de forma visceral. "O primeiro homem descobriu ao seu lado um outro homem e sentiu seu corpo transtornado por um frêmito inexplicável."João Silvério TrevisanHomem com homem, prefácio, p.22 - SINOPSE Tal como Catulo, Abu Nuwas, Kaváfis, Pasolini, poetas imensos que se dedicaram ao amor, ao corpo e aos encontros homoeróticos , os autores brasileiros e contemporâneos que figuram nesta antologia seguem a tradição. Em sua poesia, rompem com paradigmas, vergonhas e receios de um passado não tão distante, quando expor a orientação sexual e escrever de forma cifrada ou no sigilo era algo temerário. Os mais de 130 poemas de Homem com homem nos conduzem por uma verdadeira incursão pelo imemorial universo homoerótico masculino. De diferentes estilos, as poesias brincam com as palavras, invertem sintaxes e exploram imagens, ritmo e musicalidade para revelar ao leitor a união carnal de dois corpos (ou até mais, por que não?) que se desejam. Desejo este que sobrevém como ato de resistência e celebração em um contexto sociopolítico em que os direitos LGBTI+ ainda são contestados e revogados em muitos países. No prefácio, José Silvério Trevisan contextualiza esse cenário, relembrando de forma poética um histórico de censuras e apagamentos: "Nesse longo percurso que mesclava paixão e via crucis, um número incalculável de obras ficaram esquecidas, perdidas ou destruídas para sempre. Nas mais diversas instâncias e linguagens poéticas, os séculos viveram todo tipo de apagamento do amor desviante." No posfácio, Guilherme de Assis faz, por sua vez, um recorte literário desse histórico e examina o caminho percorrido, elencando compilações LGBTI+ anteriores que, como agora, servem como forma de permanência e resistência. - SOBRE OS AUTORES Sob organização de Ricardo Domeneck, escritor vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2024, a antologia Homem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXI traz poemas de 21 poetas nascidos entre 1968 a 2000. São escritores das cinco regiões do Brasil e que na obra aparecem dispostos de acordo com sua data de nascimento, evidenciando o recorte temporal da seleção. São eles: Renato Negrão (MG), Eleazar Carrias (PA), Ricardo Domeneck (SP), Rafael Mantovani (SP), Marcio Junqueira (BA), Régis Mikail (SP), Moisés Alves (BA), Ismar Tirelli Neto (RJ), Maykson Cardoso (MG), Otávio Campos (MG), Rafael Amorim (RJ), Matheus Guménin Barreto (MT), Thiago Gallego (RJ), Francisco Mallmann (PR), Marcos Samuel Costa (PA), Victor Squella (RJ), Leonam Cunha (RN), Eduardo Valmobida (SP), Caetano Romão (SP), Alan Cardoso da Silva (RJ) e Wallace Prado (PR). Sobre a inclusão de seus próprios poemas na antologia, Ricardo Domeneck explica em sua apresentação que se tratava de uma questão pessoal e incontornável: "Houvesse eu organizado uma antologia de qualquer outra natureza, jamais incluiria meu próprio trabalho. Mas, sendo esta antologia a de poetas homoeróticos, num contexto político como o atual no Brasil, incluir-me é como o stand and be counted, na expressão inglesa. Esta é minha laia.".

  • paperback. Depois do início com o sucesso do compacto "Eu quero é botar meu bloco na rua" (1972), Sérgio Sampaio (1947-1994) lançou, em vida, apenas três discos e em cada um deles intensificou e deslocou alguns caminhos da canção brasileira, criando versos que se tornaram a própria atmosfera dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, uma abertura para fora deles. Melancolia, desbunde, elegância e uma concepção afiada de onde a canção vai e do que ela pode fazer com a gente e com o país. Alinhando Nelson Gonçalves e Torquato Neto, o poeta capixaba fez das tripas coração, e depois do coração tutano. Foi infiel aos gêneros musicais que experimentou e com os quais brincou. Não se deixou pautar pela indústria fonográfica da época. Pelo contrário, brigou com ela. Mas também brigou consigo mesmo. Parecia não caber no papel que tinham criado para ele, nem no papel que ele mesmo tinha criado para si. Não pôde mais gravar discos, continuou compondo, amando e andando e assim seguiu errático vivendo de pequenas apresentações até que não viveu mais. Dizem que fazia música à frente do tempo. Mas não. O que ele fez foi música do seu tempo, música tão boa que segue abrindo caminhos hoje. Sampaio sempre foi poeta, não só porque canções são poemas, mas porque o cantor-compositor mobilizou, como poucos, o corpo da poesia e do poeta como questão da canção. Este livro reúne muita gente boa que agora, por meio dos versos de livro, lê as canções do grande Sampaio, homenageando-as, mas principalmente fazendo delas uma questão para a poesia de hoje.

  • paperback. SOBRE O LIVRO A antologia  Homem com homem  apresenta mais de 130 poemas de expoentes da  poesia homoerótica brasileira  publicados nos últimos 25 anos. Com organização de Ricardo Domeneck vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2024 , a obra convida 21 poetas nascidos entre 1968 a 2000 a publicar sua lírica.  São eles:  Renato Negrão (MG), Eleazar Carrias (PA), Ricardo Domeneck (SP), Rafael Mantovani (SP), Marcio Junqueira (BA), Régis Mikail (SP), Moisés Alves (BA), Ismar Tirelli Neto (RJ), Maykson Cardoso (MG), Otávio Campos (MG), Rafael Amorim (RJ), Matheus Guménin Barreto (MT), Thiago Gallego (RJ), Francisco Mallmann (PR), Marcos Samuel Costa (PA), Victor Squella (RJ), Leonam Cunha (RN), Eduardo Valmobida (SP), Caetano Romão (SP), Alan Cardoso da Silva (RJ) e Wallace Prado (PR). Os poemas, diversos em linguagem e estilo, exploram a homoafetividade masculina e conferem voz ao desejo em seus múltiplos matizes. Os textos são acompanhados por  retratos, polaroides, ilustrações e  assemblages  dos fotógrafos Paul Mecky (Alemanha), Eugen Braeunig (Alemanha), Lucas Bihler (França), Nino Cais (Brasil) e Marcelo Amorim (Brasil), que, em uma narrativa paralela, ilustram a sensualidade desse universo de beleza, perigo, encantamento e transgressão. Mais três textos complementam a antologia: uma apresentação do organizador Ricardo Domeneck, um prefácio afetivo do escritor José Silvério Trevisan e um posfácio do pesquisador Guilherme de Assis, que destaca o homoerotismo como  uma experiência e uma vivência que atravessa o corpo de forma visceral. "O primeiro homem descobriu ao seu lado um outro homem e sentiu seu corpo transtornado por um frêmito inexplicável." João Silvério Trevisan Homem com homem, prefácio, p.22 - SINOPSE Tal como Catulo, Abu Nuwas, Kaváfis, Pasolini, poetas imensos que se dedicaram ao amor, ao corpo e aos encontros homoeróticos , os autores brasileiros e contemporâneos que figuram nesta antologia seguem a tradição. Em sua poesia, rompem com paradigmas, vergonhas e receios de um passado não tão distante, quando expor a orientação sexual e escrever de forma cifrada ou no sigilo era algo temerário. Os mais de 130 poemas de  Homem com homem  nos conduzem por uma verdadeira incursão pelo imemorial  universo homoerótico masculino . De diferentes estilos, as poesias brincam com as palavras, invertem sintaxes e exploram imagens, ritmo e musicalidade para revelar ao leitor a união carnal de dois corpos (ou até mais, por que não?) que se desejam. Desejo este que sobrevém como ato de resistência e celebração em um contexto sociopolítico em que os direitos LGBTI+ ainda são contestados e revogados em muitos países. No prefácio,  José Silvério Trevisan  contextualiza esse cenário, relembrando de forma poética um histórico de censuras e apagamentos: "Nesse longo percurso que mesclava paixão e  via crucis , um número incalculável de obras ficaram esquecidas, perdidas ou destruídas para sempre. Nas mais diversas instâncias e linguagens poéticas, os séculos viveram todo tipo de apagamento do amor desviante." No posfácio,  Guilherme de Assis  faz, por sua vez, um recorte literário desse histórico e examina o caminho percorrido, elencando compilações LGBTI+ anteriores que, como agora, servem como forma de permanência e resistência. - SOBRE OS AUTORES Sob  organização de Ricardo Domeneck , escritor vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2024, a antologia  Homem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXI  traz poemas de  21 poetas  nascidos entre 1968 a 2000. São escritores das cinco regiões do Brasil e que na obra aparecem dispostos de acordo com sua data de nascimento, evidenciando o recorte temporal da seleção. São eles:  Renato Negrão (MG), Eleazar Carrias (PA), Ricardo Domeneck (SP), Rafael Mantovani (SP), Marcio Junqueira (BA), Régis Mikail (SP), Moisés Alves (BA), Ismar Tirelli Neto (RJ), Maykson Cardoso (MG), Otávio Campos (MG), Rafael Amorim (RJ), Matheus Guménin Barreto (MT), Thiago Gallego (RJ), Francisco Mallmann (PR), Marcos Samuel Costa (PA), Victor Squella (RJ), Leonam Cunha (RN), Eduardo Valmobida (SP), Caetano Romão (SP), Alan Cardoso da Silva (RJ) e Wallace Prado (PR). Sobre a inclusão de seus próprios poemas na antologia, Ricardo Domeneck explica em sua apresentação que se tratava de uma questão pessoal e incontornável: "Houvesse eu organizado uma antologia de qualquer outra natureza, jamais incluiria meu próprio trabalho. Mas, sendo esta antologia a de poetas homoeróticos, num contexto político como o atual no Brasil, incluir-me é como o  stand and be counted , na expressão inglesa. Esta é minha laia.".

  • Romão, Caetano

    ISBN 10: 6560000761 ISBN 13: 9786560000766

    Da: Livraria Ingá, Niterói, RJ, Brasile

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    Em uma cidade na zona rural, de terra vermelha e com uma figueira num descampado, dois irmãos agora órfãos enterram a mãe. Simão, o mais velho, é dado às marras e confusões e protege o caçula, mais sensível, das hostilidades alheias. O menor é gago e, embora não consiga pronunciar trava-línguas, narra o romance em capítulos curtos com seu pensamento "sem rebarba" e uma linguagem única, que situa Caetano Romão entre os grandes prosadores de sua geração. Um dos irmãos tem como amuleto o nome gravado no arroz, o outro não desgruda de seu baralho. Os dois têm casa, caminhonete, gato e um ao outro, pois, como afirma Andrea del Fuego na orelha do livro, "o afeto é um jeito de esquecer a terra que aguarda seus corpos". Eles estão unidos pelo ritmo do cotidiano e coreografam seus gestos, sombras e mistérios até que começam a escutar vozes vindas do ventre da terra, ininteligíveis e inexplicáveis, e a lógica da proteção se inverte. Simão começa a padecer de certo mal invisível, enquanto o caçula-protagonista se encarrega de curá-lo. Minucioso na limpeza e arrumação, o narrador é o responsável pelos cuidados da casa, por manter a ordem, a compreensão, a sagacidade diária. O que era fragilidade pouco viril torna-se triunfo. Mas o mundo dos sentidos explícitos não é o deste Escrevo seu nome no arroz . Romance de estreia de Caetano Romão, este livro é muito mais uma ode às linguagens, ou, como chamou Edimilson de Almeida Pereira, uma "alquimia ficcional". Por sua prosa poética e bem-humorada, somos levados para a oralidade dos recantos do país, engolfados em um solo fértil de sabedoria popular, superstições, encantos e horrores que pairam nos quintais. Seja pelas traquinagens dos gatos, pelas curas com banhos, xaropes, unguentos e fés não ditas, seja pelos personagens que pegam carona no alumbramento da paisagem, o livro nos povoa de feitiços: os da língua e os sobrenaturais.